segunda-feira, 8 de junho de 2009

Errar é humano, mesmo para os que se julgam "deuses"

A equipa que investigou a entrega de casas pela Câmara de Lisboa a famílias carenciadas atribuiu de forma errada ao mandato de Jorge Sampaio casos do executivo liderado por Kruz Abecassis.
Acontece aos melhores, mas neste caso concreto a confusão é lamentável, ainda para mais quando se trata de um ex-Presidente da República.

Cair na "real"

No meio da euforia dos comentários e das análises dos resultados eleitorais, talvez fosse bom que dessem atenção a esta notícia:
"O Tribunal de Contas detectou despesa pública irregular de 1,28 mil milhões de euros no ano passado, um crescimento de 60%.
Por detrás destas irregularidades estão situações "muito diversificadas" em vários níveis da administração central, regional e local.
Pagamentos não orçamentados efectuados com recurso a operações Tesouro e contabilização indevida de fundos para "empolar" os resultados operacionais são alguns exemplos.
As conclusões fazem parte o relatório de actividade do Tribunal de Contas que foi apresentado esta manhã em Lisboa".
Este é o nosso País e os responsáveis por isto ainda estão no exercício de funções.

Para evitar erros

Porque não quero cometer erros, como o do BE que deu como certa a eleição de Rui Tavares e, até à hora a que escrevo, ainda não estava confirmada porque falta escrutinar os votos da emigração, só vou escrever sobre as eleições europeias amanhã.
Dá tempo para pensar e racionalizar quais os reais efeitos dos resultados e as suas consequências para as próximas eleições autárquicas e legislativas.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Olhem para eles tão "crescidos"!

O Bloco de Esquerda apoiou a eventual renúncia do Provedor de Justiça e defendeu um «safanão democrático» para «acabar com o comportamento infantil» dos partidos.
Este comportamento, de "Estado", do Bloco de Esquerda vem confirmar o seu voraz apetite pelo exercício do poder, que sente que pode estar próximo.
Resta, no entanto, saber qual o conceito de "safanão democrático" e se o mesmo passa pelo conceito de democracia parlamentar ou de democracia musculada.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Uma Ordem de vergonha!

Esperei 48 horas para falar sobre o vergonhoso e inqualificável debate que ocorreu na passada segunda-feira no Prós e Contras.
Se os "senhores" que ali estiveram mandam na Ordem dos Advogados, estamos entendidos quanto ao prestígio da classe e aos reais objectivos de todos eles.
Se aqueles "fidalgotes" são os representantes dos advogados portugueses, estes o que têm a fazer de melhor é correr com eles - todos -, mudar de País ou criar uma "nova ordem profissional" que ponha termo a "isto".
Para que não fiquem dúvidas, não votei em Rogério Alves, não votei em Marinho Pinto e não votei em José Miguel Júdice.
Por isso estou à vontade para criticar os últimos nove anos da direcção da Ordem.
E, a verdade é que, ano após ano, as coisas têm vindo a degradar-se e os dirigentes eleitos pelos seus pares apenas se preocupam com os seus interesses pessoais e pelas vantagens económicas do mediatismo que os cargos conferem
Antes da realização dos debates que antecederam as últimas eleições, lancei um desafio a todos os candidatos: revelarem os seus clientes - sem violação do sigilo profissional - e o valor da facturação dos seus escritórios, nos três anos subsequentes e posteriores ao acto eleitoral.
Nem uma palavra sobre esta proposta, o que não deixa de ser curioso para todos os paladinos da ética e da moral.
Mas voltando ao debate, senti que estávamos perante um grupo de dirigentes desportivos e de empresários de futebolistas que se degladiavam pelo melhor "naco" da carne que ainda podem abocanhar.
Uma vergonha que nos deveria obrigar a pensar, face ao papel que a Ordem dos Advogados sempre desempenhou em defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
Uma Ordem que não se vergou, nem se costumava vergar ao poder político, mas que agora se ajoelha em troca de uma fatia do orçamento de Estado.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Um bom sinal

António Horta Osório foi nomeado administrador não executivo do Banco Central do Reino Unido. Num tempo em que muitos questionam a valia dos gestores bancários portugueses, este é um sinal de que há gente com qualidade e que não tem nada a ver com os que, em Portugal, vivem das "redes sociais" da política.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Imperdoável

Luís Osório, hoje de manhã, no RCP, colocou em causa, por forma inadmissível, vergonhosa e inqualificável, para não dizer tão rasteira como o mau jornalismo que ele representa, a integridade pessoal do Presidente da República.
O director de informação do RCP, que tem estado ao serviço do PS e dos seus interesses imediatos, não teve pudor em utilizar um espaço radiofónico, que tem alguma qualidade pela presença de Camilo Lourenço, para tentar beliscar Cavaco Silva.
É evidente que só ofende quem tem estatuto para ofender e não quem quer e Luís Osório não tem estatuto. Mas não deixa de ser um sintoma da desorientação de alguns sectores socialistas, que colocam os seus lacaios a fazer o trabalho sujo, que eles não têm coragem para fazer.