segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Falar claro

A única possibilidade de o PSD romper com o marasmo em que se encontra, cortando com um passado de inacção, passa pela eleição de Pedro Passos Coelho.
Qualquer solução neo-cavaquista, ou saída da actual direcção, só poderá contribuir para o fim do PSD ou para a criação de um Bloco Central.
É evidente, que alguns dos interesses instaladas e cristalizados no PSD, os barões e outros que tais não querem esta solução, porque os seus "direitos ilegítimos" seriam colocados em causa.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Ilusões fatais.

Ontem, um dos "gurus" do neo-cavaquismo, estranhamente crítico da liderança social-democrata, Pedro Marques Lopes, defendeu que a candidatura radical do Bloco de Esquerda às presidenciais, protagonizada por Manuel Alegre, segundo ele, só iria favorecer Cavaco Silva.
Há ilusões que têm um preço elevado e erros de análise que são fatais. O analista parece que não percebeu que o PS e a esquerda são maioritárias no Parlamento, ou seja, tiveram mais votos do que o PSD e o CDS. É tudo tão óbvio meu caro Watson, que nem vale a pena dizer mais nada.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Afinal está vivo!

Pinto Balsemão, figura respeitada e que eu respeito, declarou o quase óbito do partido que ele ajudou a fundar.
Passados cerca de duas semanas, descobriu, sem razão aparente, que, afinal, o partido estava vivo.
Uma das hipotéticas razões será a existência de vários candidatos à liderança, apesar de o próprio só conhecer um nome.
Enfim, compreende-se que um dos fundadores do PPD não queira contribuir para o "funeral" do partido, mas também é fundamental o discernimento para fazer uma análise da situação e dizer que as coisas não estão bem. Porque, não é a empurrar o lixo para debaixo do tapete que se arruma a casa.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A um passo do abismo.

De acordo com o semanário "SOL, nas conversas secretas sobre o Orçamento, entre Jorge Lacão e o líder da bancada do PSD, Aguiar-Branco, negociou-se quase tudo, até o teor da carta enviada pelo Governo aos partidos representados na AR com vista à viabilização do Orçamento.
Se isto for verdade, o PSD colocou-se nas mãos do Partido Socialista e criou um novo conceito de Bloco Central, o chamado "bloco às escondidas".
Pelo meio, Aguiar Branco hipotecou a sua candidatura à liderança e os mentores da política de verdade deveriam ter vergonha e renunciar aos mandatos. Porque, por este caminho, o PSD caminha para a agonia.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

De trapalhada em trapalhada, assim vai o PSD

Na sequência do movimento lançado por Santana Lopes, e por alguns autarcas, para a convocação de um congresso extraordinário (com o qual declaro, desde já, que não concordo, a não ser que se destine a pôr fim às eleições directas no PSD, as quais não impedem os sindicatos de voto e outras trapalhadas), as movimentações dos barões, a falta de transparência, a asfixia democrática, a violação dos mais elementares direitos, a tentativa de se perpetuar no poder, do grupo que vem destruindo o PSD, a falta de ética republicana, tudo tem sido usado pela comissão liquidatária que ocupa o poder social-democrata para sobreviver sem olhar a meios.
Agora, vêm, à pressa, tentar marcar as eleições directas, numa tentativa de condicionar o tal congresso extraordinário.
As mentes brilhantes que levaram o PSD à derrota nas legislativas, que têm nomes e rostos, devem pensar que são donos do partido e que irão sobreviver a esta crise.
Confesso que tenho dúvidas, sérias dúvidas que tal aconteça e que, mesmo que consigam ganhar as eleições directas, tenho a convicção que nunca ganharão as eleições legislativas, acabando por entregar o poder à esquerda.
Porque são incompetentes, não possuem ideias, não sabem o que querem para o País. Apenas sabem que querem estar no poder. Porque fora disso não são ninguém.


domingo, 3 de janeiro de 2010

A política e os politólogos, uma incompatibilidade genética

A «coerência» dos alertas feitos pelo Presidente da República na mensagem de Ano Novo é o ponto destacado por alguns politólogos, que são unânimes em concordar que as críticas de Cavaco Silva dirigem-se à totalidade da classe política.


É por estas e por outras que os politólogos são uma das classes mais co-responsáveis pela situação do País. Não são responsabilizados pelo que dizem, não sabem fazer nada, têm poucas ideias e as que têm mudam ao sabor do vento.


Ainda para mais, repisam as suas "opiniões", permanentemente, na mesma lógica de que uma mentira repetida muitas vezes se transforma em verdade.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Mensagem de Ano Novo sem novidades

A mensagem de ano novo do Presidente da República não trouxe nada de novo, por muito que os comentadores e os jornalistas se esforcem por espreme-la.
Cavaco Silva disse o óbvio, repetiu o diagnóstico da mensagem do ano anterior e lançou duas ou três questões que, de tão repetidas, ameaçam transformar-se em chavões sem sentido, quando são estruturantes de uma sociedade que pretende ter um futuro: valores, família e coragem para acreditar.
Pelo meio falou no endividamento – uma realidade assustadora e conhecida -, no desemprego – uma chaga social – e no desequilíbrio estrutural das contas públicas. Tudo trivialidades que ouvimos nos noticiários e lemos todos os dias nos jornais.
Propostas concretas, mesmo sem interferir na acção do governo, nada, uma ideia para o País, nada, uma ideia de futuro, nada.
O Presidente da República não se pode esconder atrás das questões institucionais e formais para fazer um discurso estilo "Estado Novo", sem conteúdo e sem substância.
Compreende-se que as eleições presidenciais estão a chegar e que importa não agitar as águas, mas o sentido de Estado e o interesse do País impunham outro tipo de intervenção, mais profunda e com algumas ideias de futuro.
Não aconteceu e, para agravar as coisas, o PSD veio colar-se à mensagem presidencial, que seria a última coisa que, neste momento, Cavaco Silva quereria.
Enfim, 2010 não vai trazer nada de novo, mas será um ano de intensos jogos de bastidores, de jogos de poder e de “mind games”.