quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Moçambique

Gosto de Moçambique, do seu povo e da tranquilidade que senti nos dias que lá passei, apesar de se perceber que as desigualdades eram enormes e que o fosso entre a maioria do povo e a classe média e média-alta era enorme.
Com a crise internacional, tornava-se inevitável que alguma coisa poderia acontecer nos países mais pobres e, em concreto, em Moçambique.
É nestes momentos que a comunidade internacional deve actuar, pois o povo moçambicano, mesmo que por erro dos seus governantes, não pode ser penalizado. O nível de pobreza é grande, e o agravamento do custo do pão, do arroz e da água, abrem o caminho à fome.
Espero que os apoios a Moçambique, para além do investimento e a criação de postos de trabalho, passem, igualmente, pelo combate à fome e às profundas desigualdades sociais.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Francisco Louça e a aliança táctica com a direita.

Manuel Alegre até poderia ter possibilidade de ganhar a Cavaco Silva na segunda volta das eleições presidenciais. Mas Francisco Louça, aliado "secreto" do Bloco Central, porque é o que dá fulgor ao seu verbo demagógico, tratou de arrumar a questão e entregou a vitória, em bandeja de prata, a Cavaco Silva.
Manuel Alegre só tem uma solução, descolar do Bloco, antes que seja tarde. Na verdade, o candidato Manuel Alegre não pode esperar "fidelidade" de Louça, porque uma vitória de Alegre, nas presidenciais, seria a derrota do Bloco de Esquerda e de Louça, em especial. Daí o empenho de Louça em matar, na "reentrada" política do BE, a candidatura de Manuel Alegre.
Objectivamente, Louça transformou-se no mais recente aliado de Cavaco Silva e da direita, porque sem esses "inimigos" o BE perde a capacidade de crítica demagógica que anima as hostes bloquistas.

sábado, 28 de agosto de 2010

A nova política de solos e a necessidade de uma discussão transparente e objectiva, sem cedências aos interesses.

Em 1974 escrevi um texto que enviei para o Expresso – e que não mereceu ser publicado – no qual abordava a problemática dos solos e da habitação.
Nesse texto sugeria algumas medidas que se encontram, segundo as notícias que li, vertidas na proposta de lei do governo para a nova política dos solos.
Não digo isto para que se pense que me estou a auto-elogiar, mas para dizer que Portugal perdeu cerca de trinta e seis anos até haver coragem, e vontade, para discutir uma política de solos, depois da prática de actos criminosos ao longo destas décadas.
O que se espera, agora, é que a discussão seja transparente, séria e objectiva, sem cedências aos interesses que têm descaracterizado o nosso País e que desordenaram o território ao ponto de, em alguns locais, só a implosão poder repor a normalidade.
Se a proposta de lei for meramente táctica, se não houver uma discussão objectiva e se os interesses prevalecerem, voltamos a hipotecar o futuro em nome de uns trocados.
Tal como no passado trocámos a construção de uma economia forte pelo sonho das especiarias, a continuarmos assim, trocamos o futuro por um País de cimento.

Golpe publicitário de mau gosto!

Li, hoje, que, afinal, a história do restaurante "canibal" não passaria de um golpe publicitário. A única coisa que se pode dizer é que, mesmo para "golpe publicitário", é de muito mau gosto e revela a "anormalidade" a que se chegou.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quando se pensava que o homem já não podia descer mais baixo na sua condição humana, aqui está a prova do contrário

"Um restaurante brasileiro que vai abrir brevemente em Berlim despertou a curiosidade, mas também a indignação, ao anunciar na sua campanha publicitária que procura doadores para oferecer especialidades canibais aos clientes".
Ao ler, e ouvir, esta notícia ainda pensei que estivessem a brincar. Mas parece que é mesmo a sério e que, no País da Senhora Merkel, a degradação humana vai bater outra barreira na sua descida aos infernos. Os princípios fundadores da democracia, o respeito pela integridade da vida humana, o combate à barbárie curvam-se perante um "energúmeno" que procura ganhar dinheiro com a comercialização de carne humana.
Mas, mais grave ainda, é a possibilidade de haver "clientes" que queiram frequentar este "inferno". Sem esquecer a, aparente, passividade das autoridades alemãs.

domingo, 22 de agosto de 2010

O Rei do Gelo

"Quem se rende ante a primeira adversidade e não luta até ao último alento, não será nunca um herói, nem na guerra, nem no amor, nem nos negócios" (Frederic Tudor, 1785-1884).

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O descobridor!

José Manuel Fernandes descobriu, agora, que se aproxima o fim do regime. O grave é que já se verificava essa situação quando ele apoiou a brutal invasão do Iraque pelos Estados Unidos.
O regime global estava a dar os últimos sinais de vida e uma nova ordem internacional a nascer, provocada pela intervenção criminosa e terrorista dos Estados Unidos, apoiada por comentadores políticos alinhados por aquele País.
José Manuel Fernandes é, quer queira quer pretenda fugir a essa responsabilidade, um dos co-responsáveis desse triste final da ordem internacional e da crise política, financeira e social que implodiu após a guerra do Iraque!