sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"Uma campanha triste"

Repito o que já todos disseram, mas tenho de o fazer, esta foi uma campanha triste, sem qualidade, sem ideias para Portugal, uma campanha de terceiro-mundo. Lamentável e vaticinadora de um cada vez maior afastamento entre os portugueses e os políticos. Se a abstenção rondar os 60% a coisa ainda será mais grave. Talvez seja tempo de se repensar o regime.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A caça ao voto não justifica que se percam os princípios.

Cavaco Silva, ontem, em Aveiro, elogiou Paulo Portas. Confesso que já nada me admira e que em campanha eleitoral, a caça desesperada ao voto pode, para alguns, valer tudo. Mas esperava que o candidato tivesse memória e princípios políticos. Afinal não os possui. É um candidato desesperado à procura de fugir à segunda volta das presidenciais. Nada mais do que isso. Porque se assim não fosse, mesmo aceitando o apoio do CDS, não poderia elogiar Paulo Portas, que fez do combate a Cavaco Silva e a alguns do seus mais próximos a bandeira para a sua promoção, enquando director do Independente.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Um político profissional pode ser descarado, mas descaramento tem limites

Cavaco Silva tem sido levado ao colo por uma comunicação social que o próprio classifica de "macia". O que, em relação a ele, vá-se lá saber porquê e comparando com o tempo em que ele foi primeiro-ministro é, no minímo, estranho.
Mas esta é uma evidência, clara, que resulta da análise aos trabalhos jornalísticos e ao comentário político: para todos eles, Cavaco Silva nem precisaria de fazer campanha, porque a eleição era mais do que certa, consensual e desejada pelos meios da comunicação social.
De repente, e quando se esperava que o candidato fizesse uma campanha serena, tratando de questões de Estado, impulsionando o País de forma positiva para o combate à crise económica e social, confrontamo-nos com uma campanha agressiva, violenta, radicalizada e de contraponto ao governo, como se Cavaco Silva estivesse a disputar umas eleições diferentes.
A realidade é que, como o próprio declarou à exaustão, os poderes do Presidente são limitados constitucionalmente e a separação de poderes não lhe confere acção ao nível executivo. Para que isso acontecesse seria necessário mudar o regime, coisa que o próprio não propõe, nem está na agenda política.
Mas, mais estranho ainda, é a acusação que fez à comunicação social, "macia", de não mostrar o "mar de gente" que o acompanha por esse País fora.
A acusação confirma os sinais de nevorsismo que se apoderaram do candidato, que vê a vitória por 60% a 70% descer para a barreira dos 50% e, eventualmente, para uma segunda volta.
Esta é a grande preocupação de Cavaco Silva que, num quadro de crise política, pretendia ver reforçada a sua legitimidade, com o voto mais que expressivo dos portugueses, para intervir, activamente, nas questões da governação.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ontem/Hoje dormi melhor, porque fiquei a saber o valor da aposentação da Primeira Dama de Portugal

Ontem, eu e milhões de portugueses ficámos mais tranquilos porque soubemos - contado pelos próprios - o valor da aposentação que a Primeira Dama recebe e, mais importante, que depende do marido. Mais não fosse, por esse motivo -o de ajudar o marido a apoiar a Primeira Dama -, os portugueses deveriam votar no marido para que a Primeira Dama não fique refém dos oitocentos euros da aposentação.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sarah Palin, o lado negro da democacia.

Sarah Palin representa o lado mais negro da política e da democracia, porque é radical, xenófoba e profundamente imbecil.
O Tea Party é o outro lado tenebroso da actividade política e que pode, por força da crise económica, congregar cidadãos desesperados.
Em Portugal também temos quem queira ser "saran palin" (igualmente incultos e imbecis) e partidos que querem aproveitar a crise para dominar a democracia. Resta saber se a crise económica e social os levará para o poder. Na Alemanha, do final dos anos trinta, tudo começou assim

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Que questão mais estranha!

Cavaco Silva chamou, esta quarta-feira, a atenção para a necessidade de saber de "onde vem a procura da dívida portuguesa". O candidato garantiu que sabia como estava a correr a operação, mas não tinha informação sobre quem estava a comprar. "Sou economista e chegam-me informações dos mercados", referiu durante a campanha eleitoral em Seia.
Esta declaração do candidato Cavaco Silva é estranha, curiosa e lamentável, para quem se arvorou em arauto do mercado e anti todos os que criticavam a pressão do mercado sobre a dívida soberana portuguesa.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A impaciência dos "jovens(?) turcos" e a necessidade de alguma ponderação

Depois da apressada entrevista de Pedro Passos Coelho, possivelmente pressionado pelos "jovens/velhos turcos" da sua comissão política, foi útil a ponderação de Paula Teixeira da Cruz para evitar danos colaterais mais complicados.
Aprender é difícil mas torna-se fundamental para se alcançar alguma coisa. A sensação com que se fica é que os jovens/velhos turcos" do PSD não conseguem aprender nada, por muitos anos que tenham de actividade política (?).