sexta-feira, 4 de março de 2011

O fim da festa, anunciado, para o Bloco de Esquerda.

A mais recente sondagem, que vale o que vale, apresenta o Bloco de Esquerda em queda, bem como o seu líder, Francisco Louçã.
Nada de novo, ou de estranho, porquanto, e apesar de não relevar as sondagens, este é o sentimento que se detecta na sociedade portuguesa.
O folclore tradicional associado ao Bloco está a perder força, os "amigos" na comunicação social já perceberam que o tempo passou e que agora é a sério, ou seja, o País precisa de encontrar uma solução que não passa pelo Bloco - nem nunca passou - e, consequentemente, deixaram de dar protagonismo a Louçã e Cia, (companhia, entenda-se).
Francisco Louçã vive, por isso, e olhem bem para o facies dele, que respira ódio a um ritmo infernal, um enorme drama, que é o de ser derrotado, diariamente, e ver partir o seu eleitorado, que na verdade nunca foi bloquista, para outras paragens.
Sem pretender ter dons de adivinho, porque não sou o Zandinga, como chamou um dia dia Barroso a Santana Lopes (Congresso de Viseu do PSD), as próximas eleições serão fatais para o Bloco de Esquerda.

quarta-feira, 2 de março de 2011

As eventuais boas notícias para uns e as eventuais más notícias para outros.

Segundo uma notícia do Diário de Notícias, desde 1996 que Portugal não apresentava uma redução da despesa efectiva do Estado. Os 3,6% de queda prevista neste indicador em Fevereiro deverão fazer parte dos trunfos que José Sócrates leva para os 30 minutos de reunião que vai ter com Angela Merkel.
Esta notícia, que deverá ser analisada em profundidade para saber onde ocorreu a redução da despesa, se nas despesas correntes, se nas despesas de investimento, pode ser uma boa notícia para os portugueses e para o governo e uma má notícia para a oposição e para Cavaco Silva.
Caso seja verdade, acresce a esta redução a manifestação do sector bancário em não querer a intervenção do FMI, que deu os resultados que se sabe na Grécia e na Irlanda.
Esta intervenção era fundamental para que Cavaco Silva dissolvesse a Assembleia da República e o PSD sonhasse em alcançar o poder.

terça-feira, 1 de março de 2011

Quem manda no PSD?

Passos Coelho mandou calar o partido, afirmando que não queria que fosse o PSD a causar qualquer perturbação política. Além de que não haveria urgência em chegar ao poder.
Todos os dias membros destacados do PSD pedem a queda do governo e novas eleições. Ou não ligam ao Presidente do partido ou existe descoordenação ou tudo faz parte de uma estratégia muito bem delineada.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Miopia Política

Os políticos portugueses andam todos distraídos ou sofrem de miopia política que os impede de ver (e entender) o que se está a passar em África, já com extensão à Grécia, ou seja, aos países do sul da Europa, que vivem uma profunda crise social e económica?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O sol regressou a Lisboa

O sol regressou a Lisboa e faz-nos esquecer que estamos, por culpa nossa, nas mãos de uma classe dirigente sem qualidade.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Quem não compreende o tempo actual, pode pensar num projecto de futuro para Portugal?

Ângelo Correia, hoje, na TSF, persistiu na sua posição de admitir que nada faria prever o que está a acontecer na Líbia e no resto do Mundo Árabe, o que é um erro de análise grave para um pseudo especialista em questões de África e do Médio Oriente.
Esta aparente "teimosia" comprova que Ângelo Correia, além de ser um homem ultrapassado pelo tempo, não entende o tempo actual.
Daqui advém uma questão, como é que uma pessoa com esta incapacidade pode ser o mentor de uma mudança em Portugal?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O PSD, as eleições para a Concelhia de Lisboa, o lado lunar, a credibilidade e o Paleolítico.

O PSD profundo, aquele que o povo eleitor português desconhece, vai a votos na Concelhia de Lisboa. Este simples acto, interno, que poderia parecer irrelevante, torna-se simbólico da realidade do PSD e dá-nos um sinal do que será o futuro.
De acordo com as notícias, estão na corrida dois candidatos: um candidato fora do “sistema” e um candidato do “sistema”.
Até aqui tudo “normal”, uma vez que, enquanto não se regenerar a política, as escolhas dos candidatos internos dos partidos estarão, sempre, condicionadas, pela inscrição de militantes fantasmas – alguns dos quais que nem sabem o que é o partido ou que nunca aparecem, a não ser para votar no candidato que lhes paga as quotas e que os favoreceu em qualquer coisa - e nas “negociatas” para o preenchimento de potenciais lugares como deputados, vereadores ou membros da administração de empresas públicas.
No caso concreto das eleições para a Concelhia de Lisboa do PSD, um dos candidatos, ou melhor, o candidato do “sistema” é um conhecido carreirista que, ao longo da sua vida partidária, tem sido hábil em reunir todos os pressupostos acima enunciados para se manter no poder ou colaborar para que outros o alcancem e ele beneficie, directa ou indirectamente, dessas vitórias.
Com isto chegou a vereador da Câmara de Lisboa, quase que chegou a deputado e tem “saltitado” entre candidatos à Distrital e à direcção do partido, com a velocidade de um meteorito e com a convicção de um inimputável.
É esta “figura lunar” que quer dirigir a Concelhia de Lisboa, com o apoio de Paula Teixeira da Cruz – o que lamento pela estima e amizade que lhe tenho – com o apoio de Nogueira Leite – onde está a frontalidade, a transparência e a verticalidade de um dos potenciais ministros de um hipotético governo do PSD? - e com o apoio de Vasco Rato – que eu pensava que fosse um homem inteligente.
O mais grave de tudo é que, porque as facturas pagam-se e ele sempre as apresentou, terá ao seu lado a direcção do partido, direcção esta que se quer assumir como alternativa ao governo socialista e que pretende ser levada a sério pelos portugueses, pelos empresários e pela comunidade internacional.
Mas como é que a direcção do PSD pode dizer que é credível, que tem ideias, que tem projectos e que pensa Portugal ou que tem uma ideia de Estado para Portugal, e apoiar, simultaneamente, um individuo daqueles para liderar uma das Concelhias mais importantes do País?
Este poderia ser um momento de clarificação, um momento em que a direcção do PSD desse um sinal para o exterior que quer mudar o sistema político, que quer acabar com o carreirismo, com os compadrios, com a incompetência, com o lado mais negro da política.
O silêncio, a omissão, o colaboracionismo com este símbolo de um passado que vai mudar, a bem ou a mal, representa a fraqueza de um líder e a incapacidade de um partido para ser credível.
Ouçam os ventos do Norte de África, ouçam os ventos da mudança no Mundo, entendam que este tempo está prestes a acabar. Ouçam, também, o que disse Marcelo Rebelo de Sousa sobre a vetustez da nossa classe política, que se encontra no período Paleolítico, quando o Mundo já chegou ao Século XXI.