segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A venda do BPN ao BIC - uma falácia vergonhosa, ou um caso de Policia.

A oferta pública para a venda do BPN não passou de uma escandalosa encenação, porque, mesmo que uma das propostas fosse melhor do que a proposta vencedora, já se sabia que o BPN iria entrar na esfera do BIC.
Deste modo, ficam protegidos todos os segredos do BPN, não será aprofundada a investigação e todos os devedores e culpados pela situação que chegou aquele banco passarão a dormir melhor.
Este é um caso de policia que, infelizmente, não chegará a ser investigado porque o governo irá condicionar tal investigação.
Este é o Portugal que a "troika" desconhece, mas também não parece ter interesse em conhecer, porque o fundamental é aumentar a receita, esmagar os portugueses com impostos e deixar tudo na mesma, quanto à despesa. E a economia que se dane, porque, em última análise, somos corrido do euro, com um mão atrás e outra à frente, de pois de os principais credores terem recebido os seus empréstimos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O braço de ferro no Congresso Norte-Americano, a crise e as saídas para a crise.

É natural que democratas e republicanos acabem por chegar a um entendimento, mesmo que mínimo, por forma a evitar o incumprimento das obrigações dos Estados Unidos.
Mas este confronto veio comprovar que a crise financeira e económica está para ficar, a não ser que se alterem algumas regras, o que se afigura quase impossível uma vez que os Estados Unidos e parte da Europa se entregaram nas mãos da China - impedindo uma mudança na Organização Mundial do Comércio - e que os "jogos políticos" podem colocar em causa o interesse dos cidadãos.
Porque todos sabemos como acabaram as duas últimas grandes crises mundiais, temos sempre uma solução final para uma  profunda crise mundial, uma guerra mundial de consequências devastadoras.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sem margem para desculpa.

Ontem foi o dia da mudança, o dia em que tudo recomeçou, pelo que a partir da Cimeira que reduziu os juros e alargou o prazo de pagamento do financiamento a Portugal, deixa de haver qualquer tipo de desculpa para um falhanço do governo.
Este governo tem condições únicas para fazer crescer o País, desenvolver a economia, reduzir o desemprego e colocar Portugal em convergência com a Europa.
Independentemente do acordo com a “troika”, Portugal precisa de uma política de desenvolvimento económico e social que nos leve, efectivamente, para a Europa.
Portugal tem, e precisa, de criar riqueza, que não pode ser à custa do Estado – que tem de emagrecer – mas através da dinamização do tecido empresarial, do aumento das exportações assentes na qualidade em detrimento da mão-de-obra barata.
Se o governo falhar é o único responsável por esse falhanço, uma vez que "apanhou a onda" da ajuda à Grécia e, além de ter uma margem de manobra superior a dois ou três mil milhões de euros, pode aproveitar o ciclo de crescimento económico.
Vamos aguardar e ver se Passos Coelho e o seu governo mereceu a confiança dos portugueses.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Somos um País governado por gente amoral e sem princípios.

Somos governados por gente sem eira nem beira, gente sem princípios, amoral e execrável, gente do mais baixo nível a que se pode chegar.
Ontem e antes de ontem esta condição da gente miserável em quem os eleitores portugueses votaram foi reconfirmada.
No funeral do pai de José Sócrates, que foi fundador e vereador do PSD, não esteve presente qualquer dirigente da CPN do PSD.
O voto de pesar pela morte de Maria José Nogueira Pinto envergonhou o Parlamento - se eles tivessem um pingo de vergonha - e comprovou a hipocrisia daqueles que se deslocaram ao velório da ex-deputada.
Vivemos num País cada vez com menos valores, menos justo e menos fraterno. Um País pequeno, cinzento, com gente pequena e amoral nos cargos electivos. Mas, na verdade, a responsabilidade é colectiva, porque fomos nós que os escolhemos, por acção ou por omissão.
Este é um tempo em que se deveria mudar radicalmente, atirar esta gente para o caixote do lixo da Moodys e criar uma nova classe política. Porque estes já estão mumificados.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A enorme falácia

Passos Coelho garantiu e prometeu que iria reduzir o défice cortando as "gorduras intermédias" do Estado. Não só não o fez, como aumentou os impostos sobre o trabalho deixando de fora da arrecadação fiscal os rendimentos de capital.
E, para garantir o pagamento do défice colossal, resultante das dezenas e dezenas de adjuntos e secretárias que foram contratados para os gabinetes - basta ir à página oficial do Governo - além do imposto extraordinário ainda irá encontrar outra forma de "assaltar" o bolso dos portugueses.
Para além disso, vai entregar ao desbarato as empresas públicas, levando o Estado a perder milhões de euros, mas dando a ganhar a alguns milhões de euros.
Sem demagogia, isto começa a ser um caso de policia, um caso de imoralidade e um motivo para uma forte e violenta reacção popular. E, se tal acontecer, não se admirem, porque foram avisados. Mas depois não venham dizer que não votaram em Passos Coelho. Porque alguém votou e esses deveriam pagar a factura. Tal como aqueles que votaram Sócrates também deveriam pagar a factura.

sábado, 16 de julho de 2011

Qual a diferença entre os actos terroristas do 11 de Setembro e o comportamento das agências de "rating": uns lutam por motivos ideológicos as agências pela ganância do lucro.

Joseph Stiglitz, Prémio Nobel de Economia em 2001, afirmou que as agências de notação financeira  podem estar “a precipitar uma nova crise financeira”, depois de se manifestar céptico em relação às suas avaliações.
Eu já tinha afirmado este papel desestabilizador das agências de "rating" na economia e que o caminho que elas estavam a levar poderia causar uma perturbação total e a destruição das economias, com consequências irreparavéis.
Disse, mesmo, que as agências deveriam ser investigadas por terrorismo financeiro, tráfico de influências, burla e outros crimes como a manipulação de mercados.
Na verdade é isso que acontece, as agências, ao serviço de alguns, manipulam os mercados, sem se preocuparem com as consequências. Mais, estão a actuar com plena consciência do dolo e sabem o resultado desse comportamento.
Tal como os terroristas que lançaram os aviões no centro de Nova Iorque ou as bombas no centro de Londres, as agências têm a perfeita noção que podem causar uma guerra mundial, fome e a destruição de países. Mas continuam, impávidas e serenas, como se não fosse nada com elas.
A única diferença entre os terroristas da Al Qaeda e as agências de "rating", é que os primeiros movem-se por questões ideológicas e as agências pela ganância do lucro. Mas são tão imbecis que não percebem que o lucro de nada lhes servirá se isto acabar. É verdade que alguém lucrará sempre, os traficantes de armas e os que vivem da morte e da guerra. E que, possivelmente pagarão boas comissões se os seus objectivos forem alcançados.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A Falácia

Passos Coelho foi imprudente e revelou uma profunda inabilidade para o cargo, quando, ontem, no Conselho Nacional do PSD, declarou que não se queixava da herança do anterior governo, mas que a situação financeira era desastrosa e extremamente grave.
Mas não se ficou por aqui, porquanto, além de esta declaração ter sido feito para o interior do seu partido, declarou que apenas os ministros sabiam a dimensão do problema.
Ora isto é falacioso, uma vez que, das duas uma, ou é verdade e todos os portugueses tinham o direito de saber a dimensão do défice, porque serão eles que irão pagar a factura, ou é falso e é grave.
E é igualmente falacioso, porque dizer que não se queixa, mas que os problemas financeiros são bem mais complicados do que se imaginava é uma forma maliciosa de se queixar, na versão virgem púdica.
Os portugueses estão fartos desta classe política, destes habilidosos, desta gente que não tem ideia de Estado, de frontalidade e de coragem.
Foi por isso que José Sócrates perdeu as eleições, por fugir à realidade e mentir sobre a real situação do País.
Passos Coelho está a seguir o mesmo caminho e a mesma estratégia, a da “tanga”, a do aumento artificial do défice e tantas outras habilidades que anteriores primeiros-ministros usaram para justificar o agravamento dos impostos.
Porque na realidade não possuem um ideia de desenvolvimento para Portugal e para a criação de riqueza, que é a única forma de reduzir o desemprego, aumentar o receita fiscal sem agravar os impostos e fazer crescer o País.