sábado, 18 de julho de 2009

O desastre de Elisa Ferreira

Elisa Ferreira deu mais um forte contributo para a sua derrota em Outubro, ao aceitar, embevecida, o apoio de Pinto da Costa.
Em primeiro lugar a deputada europeia comprova que desconhece, por completo, o Porto, ou melhor a cidade do Porto.
Rui Rio ganhou, claramente, as primeiras eleições contra Pinto da Costa, demonstrando a coragem que se lhe reconhece e que não o fez recuar perante os dislates do presidente do F.C. do Porto.
Em segundo lugar, Elisa Ferreira não sabe, desconhece e não entende que o núcleo duro dos adeptos do F.C. do Porto, que poderão seguir, cegamente, Pinto da Costa, não vota para a Câmara do Porto, mas sim para as autarquias limítrofes da área metropolitana do Porto.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Código que legaliza o "saque fiscal"

Mais importante e penalizador, para os portugueses, do que as declarações de Alberto João Jardim, é a hipótese de o Código Contributivo, que foi aprovado apenas com os votos favoráveis do Partido Socialista, ser promulgado pelo Presidente da República. O futuro Código Contributivo é uma aberração e um atentado aos direitos dos cidadãos, uma vez que permite que o Estado possa "atacar os contribuintes", transformando a cobrança fiscal em "saque fiscal". A legitimidade da arrecadação fiscal e a necessidade de combater a fuga e a fraude fiscal, não pode abrir o caminho à subversão do Estado e à transformação da máquina fiscal numa central de espoliação dos contribuintes. Cavaco Silva pode, aqui, exercer o seu magistério de influência e vetar, politicamente, um diploma que, em tempo de recessão, aumenta a carga fiscal sobre as instituições privadas de solidariedade social e alguns sectores da economia, como a agricultura e o comércio. Por uma questão de bom senso, o Código Contributivo deveria ser submetido à discussão e votação dos deputados que vierem a ser eleitos em Outubro. Qualquer outra solução deve ser penalizada, nas urnas, pelos cidadãos,

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mercearia Eleitoral

Helena Roseta disse, ontem, que a coligação com António Costa não dependia de questões de mercearia eleitoral.
Afinal parece que era essa a questão, pois Helena Roseta vai ser a número dois da lista, apesar de, em caso de vitória, Manuel Salgado continuar como vice-presidente.
Isto diz tudo da coligação e do que António Costa pensa, realmente, da sua nova parceira.

Em busca da coligação perdida

António Costa anda desesperado na tentativa de arranjar um parceiro para uma coligação que lhe permita "sonhar" com uma vitória em Lisboa.
Para a sua sobrevivência política é fundamental ganhar Lisboa, porque se tal não acontecer, difícilmente chegará à liderança do PS.
Depois de Sá Fernandes, que pouco acresce aos socialistas em termos eleitorais, perdida a possibilidade de uma ampla frente de esquerda - porque a esquerda está mais interessada em substituir o PS do que em se coligar - António Costa parte para um acordo com Helena Roseta extremamente fragilizado.
O mais interessante desta hipótese deriva de já vir tarde e não convencer os eleitores de que é uma solução forte e consistente.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Um mau acordo e uma derrota inevitável

Um mau acordo ou o acordo possível foi o que António Costa celebrou com Sá Fernandes, pelo simples facto de que o vereador eleito pelo Bloco de Esquerda tem pouco relevo eleitoral e a sua passagem para o PS retira-lhe alguma credibilidade.
Além do mais, não fez nada de relevante para a cidade, nem possui o apoio de qualquer movimento de cidadãos.
Compreendo que António Costa não tem muitas opções, entrincheirado entre um governo que é um ”mau amigo” para este momento eleitoral e uma ampla coligação de centro liderada por Santana Lopes, sem esquecer o impacto da multiplicidade de candidaturas à esquerda, que lhe retira qualquer hipótese de ganhar, porque o voto útil já passou à historia.
O mais problemático, porém, é que o pensamento de António Costa já está no pós-Sócrates, ou seja, na liderança do Partido Socialista.
A vida é dura, ou como diria Guterres, “é a vida”.

domingo, 12 de julho de 2009

É sempre bom saber

Porque em férias é sempre bom saber, chama-se à atenção, a quem vai viajar para fora de Portugal , da Portaria n.º 630/2009 (DR 110 SÉRIE I, de 2009-06-08) do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações que estabelece as condições de emissão da licença internacional de condução prevista na Convenção Internacional sobre Trânsito Rodoviário Ministério das Obras Públicas, Transportes, retirando a exclusividade da emissão de tal licença ao ACP.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Nem sempre as primeiras páginas resultam

No mesmo dia em que o jornal “I” proclamava que a retoma estava difícil por causa do aumento do preço do petróleo, o crude negociava a 59 dólares em Nova Iorque.
Talvez fosse mais avisado que o “I” falasse nas outras causas que dificultam a saída da crise, como a incapacidade dos governantes em encontrar soluções para a economia artificial que se viveu nos últimos vinte anos, ou da ganância de alguns “empresários”, sem visão estratégica, que apenas querem obter mais-valias sem olhar a meios.