Começou (?) oficialmente a campanha eleitoral para a Presidência da República. Esta é uma das especificidades do nosso sistema eleitoral, que deveria ser alterada. Porque motivo deve haver uma pré-campanha e uma campanha? É uma das heranças do "PREC", do tempo em que a democracia era "jovem" e haveria necessidade de um profundo esclarecimento dos portugueses. Quer se queira quer não, a democracia já leva trinta e seis anos e os portugueses comprovaram, ao longo de sucessivos actos eleitorais, que sabem o que querem. Reduza-se os tempos para campanhas eleitorais, acabe-se com o financiamento público das mesmas e o ambiente político será mais respirável.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Os erros de Passos Coelho (pode ser que eu me engane)
O líder do PSD admite a necessidade de realização de eleições legislativas caso Portugal tenha de recorrer à intervenção do FMI, uma vez que "no actual quadro parlamentar, não é possível fazer nenhum governo que não inclua o PS, que actualmente está no Governo". Assim sendo, "mudar de governo significa, primeiro, ouvir os portugueses. E só um governo escolhido novamente pelos portugueses terá força suficiente para liderar a recuperação do País; não há outra alternativa."
Este é o primeiro erro de Passos Coelho, admitir que Cavaco Silva, numa circunstância destas, dissolva o Parlamento e convoque eleições legislativas antecipadas, sem certeza do resultado.
Este é o primeiro erro de Passos Coelho, admitir que Cavaco Silva, numa circunstância destas, dissolva o Parlamento e convoque eleições legislativas antecipadas, sem certeza do resultado.
O segundo erro, é pensar que, com a realização dessas eleições, o PSD, sózinho ou com o CDS, conseguiria a maioria absoluta necessária para fazer passar as medidas de rigor na Assembleia Legislativa, esquecendo que a esquerda deslocaria para a rua os protestos contra essas medidas e a governação seria muito tumultuosa, de consequências imprevisíveis para o PSD e para o País.
O terceiro erro (que pode ser o primeiro) é apostar na intervenção do FMI, como forma de derrubar o governo e alcançar o poder. Os custos da intervenção do FMI serão brutais, ainda mais duros do que aqueles que já forma implementados.
O quarto erro, é não colocar a questão de outra forma, ou seja, que o Governo deve repensar toda a estratégia, reformular a despesa do Estado e incentivar a criação de riqueza. Porque, como dizia Sá Carneiro, em primeiro lugar está Portugal.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Manuela Ferreira Leite e a classe política
Manuela Ferreira Leite disse que a classe política está "desacreditada e afastada dos cidadãos". É verdade, todos já sabíamos e espanta-me que só agora é que a ex-presidente do PSD tenha feito essa descoberta.
Mas, admitindo que descobriu, tarde, esta realidade, admiro-me como é que ainda se mantém como deputada na Assembleia da República. Ou será que os deputados não são políticos?
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Mudar o sistema ou manter tudo na mesma?
Esta campanha presidencial dá-nos a dimensão do estatuto do Presidente da República no nosso sistema político: um misto de "rainha de Inglaterra" e de "magistratura de influência", sem que alguém consiga definir esse conceito, que navega ao sabor dos intervenientes e dos interesses.
Daqui que se coloque, obrigatoriamente, a questão: o País ganha alguma coisa com um Presidente eleito por sufrágio universal e com poderes limitados ou seria preferível uma outra solução?
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Malangatana
Conheci, pessoalmente, Malangatana, numa viagem a Moçambique, em 2001, salvo erro. Além de ser um enorme pintor, era um homem de trato simples e afável. Esta simplicidade, somente ao alcance de alguns, é o traço mais relevante de um artista que desenhou África como poucos.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
As redes sociais e a campanha presidencial.
Corre, na rede social FB, uma iniciativa contra a candidatura de Cavaco Silva, intitulada "o dia em que não vou votar Cavaco Silva".
As redes sociais são importantes na divulgação de mensagens políticas, como se comprovou na eleição de Obama, apesar da diferença entre Portugal e os Estados Unidos, ao nível da influência da Internet na formação da opinião.
Desde já discordo do tema apresentado porque, mais importante do que não votar Cavaco Silva é afirmar em quem se vai votar, ou seja, que existe uma alternativa a Cavaco Silva e que é nessa candidatura que se deve votar.
A verdade é que não basta "não votar" para inviabilizar a vitória anunciada de Cavaco Silva. É fundamental levar as presidenciais para uma segunda volta, onde tudo pode acontecer.
sábado, 1 de janeiro de 2011
O Mundo continua perigoso
Lá porque se saltou do dia 31 de Dezembro de 2010 para o dia 1 de Janeiro de 2011, o Mundo não deixou de estar perigoso.
Pelo contrário, está cada vez mais perigoso - e esta posição não é redutora, nem pessimista, mas sim realista - porquanto os protagonistas da "coisa" são os mesmos, que irão repetir os mesmos erros, em defesa de interesses pessoais ou de grupo, esquecendo que quando a "borrasca" chegar, também se afundarão.
Subscrever:
Mensagens (Atom)